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sábado, 18 de outubro de 2014

ROUPAS MUÇULMANAS NO EGITO:


Ir para o Egito ou qualquer outro país muçulmano é dar de cara com roupas que não estamos acostumados a ver. No Egito, as mulheres muçulmanas possuem diversos estilos, desde as que usam véu como as que não usam. Por isso, como estrangeira, sempre gostei de ficar observando a forma com que se vestiam e não sabia como algumas prendiam o véu tão certinho na cabeça, que nada saía do lugar, enquanto eu às vezes demorava um bom tempo para conseguir colocar o véu e mesmo assim ele ficava sambando na minha cabeça. Eu acabei criando a teoria de que as egípcias já nascem com a cabeça com um formato bom para o véu, enquanto a minha sei lá! Mas com o tempo fui aprendendo técnicas e pedindo ajuda as meninas egípcias, e hoje coloco um hijab até sem olhar no espelho (ohh evolução!).

Pois bem, nesta história toda, só uma coisa me irrita. Quando alguém vê minha foto de hijab – que está na minha mesa de trabalho – ou mesmo algum familiar ou amigo me vê com o apetrecho, sempre tem um que solta: ” nossa, mas você tinha que usar a burca????”

Bom, só posso responder que está é uma pergunta meio burra e mostra como a sociedade ainda tem uma visão nada certo ou clara sobre o que é o Islã, e como misturam isso com cultura e povos. A burca é uma veste toda azul que tem uma redinha na área dos olhos e cobre a mulher por completo não dá pra ver nem o formato do corpo dela, só do “cucuruco” da cabeça mesmo. É uma veste do Afeganistão, que não é nem país árabe. Sim, eles são muçulmanos, mas não é porque as mulheres de lá usam isso que todo véu chama burca e toda muçulmana é oprimida e obrigada a usar a tal burca. Como disse, é uma roupa daquela região e não é algo pedido no Alcorão. O que está no livro sagrado é que a mulher só pode mostrar o rosto e as mãos e usar roupas que não marquem seu corpo.

Pois bem, indo para o Egito, que é um país muçulmano, você vai ver diversos tipos de vestimentas, algumas até inspiradas em modelos ocidentais, já que o país é bem cosmopolita e tem muito contato com o exterior. Dentre as mulheres que se cobrem, a peça mais usada é o hijab:


Crédito BBC


Egípcias de hijab

Mas por lá, também existem mulheres que seguem mais a risca a vestimenta correta, usando vestidos largos e um hijab maior e mais largo, que chama khimar. É um véu bem longo e que às vezes chega quase até a cintura. Tem outros tipos também, como o chador.


Crédito BBC

Agora o que sempre atrai mais olhares para quem vem de fora é o niqab, que cobre todo o corpo e só deixa os olhos da mulher de fora. Geralmente a roupa é toda preta e muitas ainda usam luvas, para nem as mãos mostrarem, mas é diferente da burca, como vocês podem ver nas fotos.


Crédito: BBC


Duas mulheres de khimar, uma de niqab e a última de hijab

E aí, qual vocês preferem?

sábado, 30 de agosto de 2014

CIDADE EGÍPCIA ENGOLIDA PELO MAR É REDOSCOBERTA DEPOIS DE 1.200 ANOS!!!



Modelo computacional de como teria sido a cidade no seu tempo

Arqueólogos redescobriram uma cidade egípcia envolta em mitos, engolida pelo Mar Mediterrâneo e enterrada na areia e na lama por mais de 1.200 anos.

Conhecida como Heracleion para os antigos gregos e Thonis para os antigos egípcios, a cidade foi encontrada em 2000 pelo arqueólogo subaquático francês Franck Goddio e sua equipe do Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática, depois de um levantamento geofísico de quatro anos.


As ruínas da cidade perdida estavam 9,4 metros abaixo da superfície do Mar Mediterrâneo, em Aboukir Bay, perto de Alexandria. Vários artefatos surpreendentemente bem preservados foram recuperados, e contam um pouco da história do povo que lá viveu.


Esta estela foi ordenada pelo faraó Nectanebo I, que viveu entre 378 e 362 aC. É quase idêntica à estela de Náucratis, que fica no Museu Egípcio do Cairo


A deusa Ísis era adorada como mãe e esposa, bem como patrona da natureza e da magia
Porto da era clássica

Durante a escavação de 13 anos de Thonis-Heracleion, emocionantes descobertas arqueológicas ajudaram a descrever uma cidade antiga que não era apenas um centro comercial internacional vital, mas, possivelmente, um importante centro religioso.

A pesquisa sugere que Thonis-Heracleion serviu como uma porta de entrada obrigatória para o comércio entre o Mediterrâneo e o Nilo.
Até o momento, 64 naufrágios e mais de 700 âncoras foram descobertos a partir da lama da baía. Outros achados incluem moedas de ouro, pesos de Atenas (que nunca foram encontrados em um site egípcio) e tábuas gigantes inscritas em egípcio e grego antigos. Os pesquisadores pensam que esses artefatos apontam a proeminência da cidade como um centro de comércio movimentado.







Também foi analisada uma variedade de artefatos religiosos na cidade submersa, incluindo esculturas de pedra de cerca de 5 metros de altura, que provavelmente adornaram o templo central da cidade, e sarcófagos de pedra calcária que se acredita terem contido animais mumificados.


Uma das descobertas mais importantes na área do templo foi esta capela monolítica, pois serviu como uma chave para identificar o resto da cidade


Os pesquisadores descobriram uma estátua de 5,4 m que representa o deus Hapi, que era o deus das inundações do Nilo e um símbolo da fertilidade e da abundância. A estátua decorava o templo de Heracleion

Especialistas se maravilharam com a diversidade de objetos localizados e com o quão bem eles estavam preservados. “A evidência arqueológica é simplesmente impressionante”, disse Sir Barry Cunliffe, arqueólogo da Universidade de Oxford (Reino Unido).

Apesar de toda a excitação sobre a escavação, um mistério sobre Thonis-Heracleion permanece em grande parte sem solução: por que exatamente a cidade afundou?

A equipe de Goddio sugere que o peso de grandes construções em uma região de barro e solo de areia pode ter feito a cidade afundar após um terremoto. Segundo Goddio, pode levar mais 200 anos antes de os cientistas descobrirem todos os segredos da cidade perdida.[HuffingtonPost, SFR, IBT]


Mergulhadores inspecionaram uma estátua de um faraó de 5 metros de altura. Feita de granito vermelho, foi encontrada perto do templo em Thonis-Heracleion